A Secretaria Municipal de
Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) iniciou um mutirão para atualizar
os dados do Cadastro Único de beneficiários de programas do governo federal, em
Guarapuava. O trabalho teve início na manhã desta quarta-feira (09), no CRAS
Xarquinho. “Os dados do Cadastro são uma importante ferramenta para que
possamos conhecer a realidade das famílias e assim desenvolver ou aprimorar
políticas específicas para as famílias em vulnerabilidade social”, explica a
secretária de Assistência Social, Eliane De Carli.
O Cadastro Único é o responsável
por identificar potenciais beneficiários dos programas sociais do governo,
dentre eles, o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Tarifa Social de Energia
Elétrica, por isso estar inserido neste sistema, com o cadastro atualizado, é
condição para quem tem direito a qualquer auxílio de assistência social do
governo federal.
A assistente social,
coordenadora do Departamento de Gestão de Benefícios da SMADS, Agatha Barreto,
ressalta que as famílias devem realizar este recadastramento todos os anos para
garantir o direito aos benefícios. “O mecanismo serve para atualizar endereço,
renda e contato dos beneficiários. Aqui no Xarquinho convidamos as 150 famílias
cadastradas para atualizarem seu cadastro hoje”, explica a coordenadora que
programa os mutirões mensais nos quatro CRAS do município. “Faremos o próximo
mutirão em abril, no Jardim das Américas, em seguida vamos para o Boqueirão e
Morro Alto. Com isso também teremos um diagnóstico mais preciso da atual
situação social em Guarapuava”.
De acordo com o último
levantamento realizado pela SMADS, hoje existem mais de 20 mil pessoas
inscritas no Cadastro Único, em Guarapuava, mas apenas 8.700 pessoas recebem o
Bolsa Família. “Isso também é reflexo das novas oportunidades que estão
aparecendo em Guarapuava. Não podemos nos esquecer que no ano passado, por
vários meses ficamos entre os primeiros municípios na geração de emprego, além
de importantes programas na área da saúde e educação que elevam os níveis
sociais do nosso município”, explica Eliane De Carli.
Para fazer a
atualização ou a confirmação dos dados, o beneficiário deve procurar o setor
responsável pelo cadastramento no seu município ou um dos Centros de Referência
de Assistência Social (Cras) mais próximo. “Hoje em dia, as famílias já
entendem que atualizar o Cadastro Único é importante para que o benefício –
como o Bolsa Família, por exemplo – não seja bloqueado ou cancelado, além
disso, Programa Minha Casa Minha Vida não seleciona famílias que estejam com os
dados desatualizados no sistema. Por isso, a atualização é tão importante”,
ressalta Agatha Barreto.
Quem pode se cadastrar?
Podem se inscrever no
Cadastro Único as famílias que tenham renda mensal de até meio salário mínimo
por pessoa ou com renda familiar total de até três salários mínimos.
Quem tem renda familiar
mensal superior a esses limites também pode se cadastrar, desde que sua
inclusão esteja vinculada a um programa específico.
A inscrição da família
no Cadastro Único não garante a entrada automática nos programas. Cada um tem
suas regras de concessão.
Como se cadastrar?
É preciso que uma
pessoa da família seja responsável por responder às perguntas da entrevista de
cadastramento. Essa pessoa deve ter pelo menos 16 anos e, de preferência, ser
uma mulher. Todas as pessoas que moram na mesma casa e dividem renda e despesas
devem ser cadastradas em uma mesma família.
Documentos obrigatórios para o
cadastramento:
Para o responsável pela
família: CPF ou Título de Eleitor;
Indígenas podem
apresentar o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani) ou qualquer
outro documento oficial de identificação.
Quilombolas também
podem apresentar qualquer documento oficial de identificação.
As outras pessoas da
família devem apresentar certidão de nascimento, certidão de casamento, CPF,
RG, carteira de trabalho ou título de eleitor.
Outros documentos que
facilitam o cadastramento são: comprovante de residência, de preferência a
conta de luz; comprovante de matrícula escolar das crianças e jovens até 17
anos. Se não tiver comprovante, leve o nome da escola de cada criança ou jovem;
e a carteira de trabalho.
Informações e imagem Prefeitura de Guarapuava
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