Refletir
o porquê as mulheres, na história da sociedade foram e continuam sendo
invisibilizadas e quais ações devem ser feitas para mudar esta situação
atualmente, foram os principais pontos debatidos durante a roda de conversa “A
invisibilidade das mulheres na história de Guarapuava”, mediada pela professora
e doutora em história Kety Carla de March, e promovida pela Secretaria de Política
para as Mulheres de Guarapuava. A ação aconteceu na última quinta-feira (10),
no calçadão da Rua XV de Novembro.
A
historiadora citou a linguagem como uma das formas deste apagamento da atuação
feminina ao passo em que grande parte das pessoas ainda utiliza das palavras
“os homens” ou “os pais” para se referir também às mulheres. “Apenas em 1932
que as brasileiras conseguiram o direito ao voto, mas apenas a serem eleitoras
e não candidatas, pois os homens, que sempre foram os líderes e políticos subestimavam
as mulheres fazendo parte de cargos públicos”, elucida Kety de March.
Para
a Vice-prefeita e Secretária de Política para as Mulheres, Eva Schran, esse
apagamento em relação às mulheres indígenas, imigrantes e posteriormente às
guarapuavanas, pode ser visto na divisão das sesmarias, que receberam apenas
nomes masculinos. “Isso também pode ser percebido no nome das ruas de nossa
cidade, já que as principais ruas centrais têm nomes de homens”, apontou Eva.
Após
explanar que, historicamente, os jornais guarapuavanos davam notoriedade às
mulheres de elite apenas nas colunas sociais e citavam as mulheres pobres
somente nas páginas policiais, Kety finalizou, perguntando: “mulheres, como
deixaremos de ser invisíveis?” E na sequência respondeu: “Precisamos buscar
cada vez mais espaço e notoriedade nas instituições”, finalizou.
Para
a acadêmica de Serviço Social, Lindalva Sudek, 46, que participou pelo terceiro
dia das atividades realizadas pela Secretaria de Política para as Mulheres de
Guarapuava, acredita que o empoderamento feminino é mostrar para a sociedade
que as mulheres têm a liberdade de fazer suas próprias escolhas e escrever sua
história. “Quem sabe, muitas destas mulheres que passaram por esta tenda,
nestes três dias, vão mudar de vida, vão pensar mais no seu bem viver, na sua
vida em primeiro lugar, não serão mais submissas a ninguém, pois é isso que
importa para uma verdadeira qualidade de vida, pensar em si para construir um
futuro melhor”, enfatiza.
Informações
e imagem Prefeitura de Guarapuava
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Guarapuava
