Pintoras,
pedreiras, eletricistas e azulejistas. Ao todo são mais de 70 mulheres que
estão finalizando mais uma etapa dos cursos profissionalizantes em construção
civil, oferecidos pela Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, em
convênio com o Governo Federal. Nos cursos, além das aulas teóricas, elas
também aprendem a colocar a mão na massa. Para isso, a Secretaria firmou
algumas parcerias com as secretarias municipais de educação e assistência
social e a Unicentro, para que as alunas pudessem fazer as aulas práticas nas
obras públicas, supervisionadas pelos professores.
Uma
das obras em que elas trabalharam foi no Cedeteg. A vice-prefeita e secretária
de políticas públicas para mulheres, Eva Schran acompanhou o trabalho
realizado pelas alunoas. Entre as atividades, elas pintaram as instalações da
Residência médica e dos Serviços de Hipoterapia e prática paraequestre, que
foram inaugurados na última quinta, além da pintura das salas da Direção de
Campus e quadros negros nas salas da anatomia vários tipos de pinturas de obra
foram realizados, como pintura lisa, grafiato, textura, verniz e quadro negro.
Para a vice-diretora do Campus, Adriana Knob, o serviço desempenhado pelas
mulheres foi especial. “O diferencial que eu pude constatar é que elas
sempre foram bastante dedicadas e empenhadas num trabalho que é bastante minucioso.
Percebi também que elas tinham muita alegria em executar o trabalho e isso
contagiava quem estava ao redor. Eu recomendo o trabalho delas”, destacou.
A
aluna Tatiane Aparecida Silva já sonha com a futura profissão. “Pra mim, a
pintura é uma nova carreira, era meu sonho de menina, porque eu ajudava meu
pai. Não vejo só como um serviço para fazer em casa, quero montar meu CNPJ e
seguir em frente como carreira, construir um futuro com essa profissão”,
comemorou a aluna.
Há
outras obras em que as alunas também atuam no serviço público. As pedreiras
fizeram aula prática na Escola Municipal Iná Ribas Carli, no Xarquinho, as
azulejistas estão na Escola Municipal Hipólita Nunes de Oliveira, no Boqueirão,
as eletricistas trabalharam no CMEI da Palmeirinha e as pintoras também
trabalharam no CRAS do Xarquinho. “Pela empolgação das mulheres percebemos que
estamos atingindo o nosso objetivo da profissionalização. O que elas precisavam
era de oportunidades e isso a secretaria está fazendo. Elas estão preparadas e
são competentes, é só uma questão de deixar o preconceito de lado”, ressaltou
Eva Schran.
Para
aproximar possíveis contratantes dos serviços oferecidos pelas alunas, Eva
explica que a secretaria está desenvolvendo uma base de dados para quem quiser
contratá-las. “Já estamos planejando uma lista de contatos para que as pessoas
conheçam as profissionais mulheres da construção civil. Se eu precisar rever a
fiação da minha casa, ou pintar um cômodo, ou qualquer outro serviço, poderei
acessar essa lista e contatar as profissionais”, finaliza.
Informações e imagem
Prefeitura de Guarapuava
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