O
reitor da Unicentro, professor Aldo Nelson Bona, informa que recebeu por e-mail
uma via digitalizada do Ofício CEE/CC 991/17, assinado pelo secretário chefe da
Casa Civil e presidente da Comissão de Política Salarial (CPS), Valdir Rossoni,
contendo a informação de que das 10.770 horas solicitadas para a contratação de
professores em Regime Especial, a Unicentro teve autorizadas somente 5.946
horas.
O
referido ofício cita uma reunião da CPS realizada no dia 22 de março próximo
passado, quando foi acatada a informação 141/2017-COE/SEFA. Cumpre lembrar que
no dia 21, terça-feira, todos os reitores estiveram em reunião com o governador
Beto Richa, apresentando as demandas das universidades estaduais, tendo ficado
informado de que a CPS se reuniria na quinta-feira, dia 23, oportunidade na
qual seriam tratados os pleitos
apresentados pelas instituições.
Na
quinta-feira pela manhã, estando já em Curitiba para cumprir agenda variada, o
reitor da Unicentro foi informado de que a reunião da CPS não ocorreria naquele
dia e que teria sido adiada para a segunda-feira, dia 27. Causa estranheza,
portanto, que o ofício remetido à Unicentro faça referência a uma reunião da
CPS ocorrida na quarta-feira, dia 22, reunião essa que não era do conhecimento
de nenhum dos reitores, nem do secretário responsável pela Secretaria de Estado
da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), João Carlos Gomes.
Mais
estranheza e indignação, entretanto, causa o conteúdo da informação que
desconsidera totalmente as necessidades apresentadas pela Unicentro e
referendadas pela Seti. Informação essa resultante de decisão tomada em uma
reunião que ignora completamente o interesse dos reitores e do secretário da
Seti em tomar parte nas discussões para prestar esclarecimentos aos membros da
distinta comissão, esclarecimentos esses apresentados fartamente e por várias
vezes às instâncias da Seti e da Sefa (Secretaria de Estado da Fazenda).
Toda
a sociedade tem conhecimento da crise econômica que se abate sobre o país,
agravada pela crise política e pela crise moral amplamente evidenciada pelos
escândalos de corrupção que apontam desvios de vultuosos recursos públicos.
Entretanto, em momentos de crise é necessário aprofundar o debate e respeitar
os mecanismos democráticos historicamente construídos pela sociedade,
fortalecendo o diálogo para a construção de soluções coletivas, o que
infelizmente não foi praticado pela CPS, que deliberou considerando apenas a
informação da Coordenadoria de Orçamento da Sefa. Critérios estritamente
econômicos estão ditando medidas sem considerar os enormes prejuízos à
qualidade das universidades estaduais do Paraná, PATRIMÔNIO DO POVO PARANAENSE,
que há décadas estão contribuindo com o desenvolvimento de todo o Estado e,
particularmente, do interior.
A
Reitoria da Unicentro lamenta que algumas pessoas do Governo tenham, nos
últimos anos, abertamente declarado que as universidades são um peso muito
grande ao orçamento do Estado, sem que jamais tenham se perguntado sobre a
contribuição histórica dessas instituições para a geração das riquezas que
aportam recursos ao tesouro estadual. Como estaria a arrecadação do Estado sem
a contribuição histórica das universidades na geração de riquezas e
desenvolvimento? Seríamos a quarta economia do país? Teríamos o nível de
desenvolvimento humano que temos atualmente?
As
decisões tomadas na área da Educação apresentam seus reflexos ao longo do
tempo. O futuro permitirá avaliar o impacto das medidas gradativamente
determinadas pela CPS sobre a robustez de um sistema de Educação Superior sem igual
no país.
Informações
Assessoria
Tags:
Região
