Abi-Ackel
(PSDB-MG). Rodrigo Maia deixou de votar por motivo de impedimento regimental,
por estar comandando a sessão.
Esta
foi a primeira vez que a Câmara dos Deputados votou uma solicitação para
instauração de processo contra um presidente da República. Com a decisão, o STF
não poderá analisar a denúncia contra Temer apresentada pelo procurador-geral
da República, Rodrigo Janot, no final de junho. O presidente só poderá
responder judicialmente após o término do mandato.
A votação
nominal do parecer teve início por volta de 18h20 e avançou até as 21h51.
Já as sessões para discutir o tema começaram às 9h31.
Temer fez um
pronunciamento logo após a decisão do Plenário. "A Câmara dos Deputados se
manifestou de forma clara e incontestável. A decisão soberana do Parlamento não
é uma vitória pessoal, mas uma conquista do Estado Democrático de Direito, e
mostra a força da Constituição", disse.
Para
entender o caso
A denúncia do procurador-geral contra Temer foi elaborada a partir de delação premiada do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, que controla o frigorífico JBS e outras empresas.
A denúncia do procurador-geral contra Temer foi elaborada a partir de delação premiada do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, que controla o frigorífico JBS e outras empresas.
Segundo
Janot, Temer teria recebido R$ 500 mil do empresário por meio do ex-deputado
Rodrigo Rocha Loures, então assessor especial de Temer. Rocha Loures chegou a
ser preso em junho por determinação do ministro Edson Fachin, do STF, relator
do inquérito sobre o caso (Inq 4517). No final do mesmo mês, a prisão foi convertida em
prisão domiciliar.
Janot pediu reparação
de danos pela infração (de R$ 10 milhões para Temer e de R$ 2 milhões para
Rocha Loures); perdimento dos recursos em favor da União; e decretação da perda
da função pública.
Como
a denúncia é por crime comum, a Constituição Federal determina o julgamento
pelo STF, mas desde que 2/3 dos deputados considerem procedente a acusação. Na
Câmara, a denúncia foi transformada na Solicitação para Instauração de Processo
(SIP) 1/17.
A
SIP foi debatida na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania,
que aprovou em julho parecer contrário à autorização para o
Supremo investigar o presidente da República.
O parecer foi elaborado pelo deputado Paulo Abi-Ackel após a comissão
derrotar parecer favorável apresentado anteriormente pelo deputado Sergio
Zveiter (PMDB-RJ). Abi-Ackel considerou que, na denúncia da PGR, não há provas
que justifiquem processo contra
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