O
governador Beto Richa defendeu na segunda-feira (28) que as empresas públicas
paranaenses continuem sob o comando do Estado. Segundo ele, no Paraná não há
necessidade de privatizar estatais. "Temos empresas sólidas",
destacou durante o Copel Day, evento que marcou os 20 anos do lançamento de
ações da empresa paranaense na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).
Richa
participou do Closing Bell, cerimônia do encerramento das atividades diárias do
maior centro financeiro do planeta, juntamente com o presidente da Copel,
Antônio Guetter. A empresa foi a sexta companhia brasileira – a primeira do
setor de energia elétrica do País – a ter ações negociadas em Nova York, em
1997. Além do encerramento do pregão, Richa fez uma apresentação sobre a
estatal na bolsa. “A Copel é nosso maior orgulho, nossa maior e mais respeitada
empresa”, disse o governador.
Na
entrada da instituição, ficaram hasteadas a bandeira do Brasil e do Estado do
Paraná. “Se o hoje o Paraná é o segundo Estado mais competitivo do Brasil, como
aponta a conceituada revista The Economist, isto se deve em grande parte à
infraestrutura de energia implantada e gerida pela Copel, que é fundamental
para o desenvolvimento de nossa economia”, destacou o governador.
GESTÃO FINANCEIRA
O
presidente da Copel explicou que a negociação das ações na Bolsa de Nova York
ajudaram a melhorar a gestão financeira da companhia. “Os 20 anos de presença
na bolsa norte-americana têm mais do que um significado simbólico”, afirmou
Guetter. “Além de possibilitarem a expansão de nossa atuação nas últimas duas
décadas, as rígidas exigências de governança da NYSE para as empresas listadas
modelaram a gestão financeira e a governança corporativa da Copel, que hoje é
uma referência nestes dois aspectos”, explicou.
PIONEIRISMO
As
ações da Copel começaram a ser negociadas em Wall Street no dia 30 de julho de
1997. Naquela data, a empresa paranaense efetuou uma emissão primária de ações
preferenciais (IPO – Initial Public Offer) no valor equivalente a US$ 580
milhões, a maior emissão feita até então por uma empresa latino-americana
naquela bolsa.
Em
2002, o escândalo de fraudes contábeis envolvendo a Enron e outras empresas
levou à publicação da Lei Sarbanes-Oxley, uma rígida regulamentação imposta a
todas as empresas listadas na NYSE, exigindo maior transparência nas
divulgações de resultados e implantação de regras de governança.
“A
adequação da Copel à rigorosa legislação norte-americana fez com que
adotássemos, com grande antecipação, várias medidas de integridade e contra a
corrupção que hoje vem sendo exigidas das empresas brasileiras”, explicou
Guetter.
PRESENTES
No
evento, o governador trocou presentes com a cônsul-geral do Brasil em Nova
York, Ana Lucy Cabral Petersen e a Chris Taylor, chefe global das empresas
listadas na Bolsa de Nova York. Ele distribuiu lembranças que remetem ao
Paraná: um cubo de cristal Bacarat com a inscrição de uma araucária, gravuras
do artista curitibano Poty Lazzarotto e fotos das Cataratas do Iguaçu do
fotógrafo Carlos Renato Fernandes.
AGENDA
Richa
e a diretoria da Copel também participaram de um almoço com investidores na
sede da bolsa. Durante a semana, eles se encontrarão com representantes de
bancos e fundos de investimentos norte-americanos para exposição e discussão
dos planos de negócios da companhia.
Ainda
em Nova York, eles participarão de um encontro com acionistas do Grupo Itaú hoje,
terça-feira (29). Na quarta-feira (30), a comitiva irá a Boston para reuniões
na Wellington Management e na Fidelity Investments, que têm participação na
Copel, e na Boston Company Asset Management.
PRESENÇAS
Participaram
da cerimônia a secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa;
a gerente de Relações com Investidores, Mariceli Santos; o superintendente de
Mercado de Capitais, Felipe Pessuti; e o diretor de Finanças da Copel, Adriano
Moura; o cônsul do Brasil em Houston, Roberto Ardenghy; o empresário Frank
Romanoski.
Informações AEN
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