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| O evento reuniu agricultores interessados pelo assunto Foto: Divulgação |
O município de Inácio
Martins tem sua agropecuária baseada na produção de pinus, erva mate, pecuária
de corte e ovinocultura. Nos últimos anos cresceu o interesse dos produtores
pela diversificação com a olericultura. Para fazer frente a essa demanda, a Extensão
Rural tem levado informações sobre a atividade, principalmente, o cultivo
protegido para evitar danos causados pelo frio. Folhosas, morango e tomate
estão entre as principais espécies cultivadas e que abastecem o mercado local. Levando consideração as atividades da agricultura no dia 26, a olericultura foi o tema de um Dia de Campo que levou novas tecnologias aos agricultores.
A propriedade de Rodrigo da Silva Rocha foi o local do Dia de Campo, um
exemplo de como a olericultura pode se integrar às atividades tradicionais. O
agricultor lida, principalmente, com a erva mate e ovinos e há dois anos vem
apostando na olericultura como forma de diversificar a produção. De acordo com
Weslei dos Santos, extensionista de Inácio Martins, é perfeitamente possível
conciliar o cultivo de olerícolas com outras atividade agropecuárias, criando
mais uma fonte de renda para o produtor.
Rodrigo mantém meio hectare com a atividade. Ele cultiva mandioquinha, a céu
aberto, e tem três estufas onde planta tomate, pepino e berinjela. A
intenção do produtor é triplicar a área com olerícolas. Toda a produção é
comercializada com o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) municipal.
Ele também está buscando novos clientes na região.
Durante o Dia de Campo os técnicos mostraram aos agricultores qual a
melhor forma de fazer o preparo de solo, mudas, manejo das hortaliças, cultivo
protegido e a fertirrigação. “A vantagem das estufas é que o produtor consegue
contornar as adversidades climáticas. Com o controle da temperatura e proteção
contra a chuva também é possível melhorar a sanidade das plantas e usar menos
defensivos agrícolas. Já a fertirrigação é uma tecnologia que permite fornecer
os nutrientes que as plantas precisam, no momento certo, sem desperdício”,
explicou Santos. Atualmente em Inácio Martins vinte produtores cultivam quatro
hectares com olerícolas. Existem dez estufas no município e os técnicos do
Instituto Emater estão levando novas tecnologias para aumentar a produtividade
e rentabilidade da olericultura. Texto: EMATER
Tags:
Agricultura
