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| Crislaine, Janete e Débora, durante a Marcha das Margaridas Imagem: Divulgação |
Marcha das Margaridas, é uma das maiores manifestações de mulheres da America Latina
Nos dias 13 e 14 de agosto, Brasília recebeu mais uma edição das Marcha das Margaridas. O lema deste ano foi “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.
O evento contou com a presença de mais de vinte e seis delegações internacionais e diversas caravanas, vindas dos diversos estados do Brasil. "As regionais da Fetaep lotaram vários ônibus com destino a Brasília, a Regional Centro Sul, lotou um ônibus para participar da Marcha das Margaridas, com representantes de quatorze municípios da região, com três representantes do município de Inácio Martins", conta uma das participantes, a funcionária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Débora das Graças.
A primeira edição ocorreu no ano 2000, a partir daí vem sendo realizada a cada quatro anos. Inspirada em Margarida Alves, a Marcha das Margaridas 2019 reúne mais de 100 mil mulheres, agricultoras, camponesas, indígenas e quilombolas, e apoiadores de diversas categorias, que compartilham dos mesmos ideais. A Marcha é realizada com o objetivo de mostrar a força da mulher do campo, exigindo seus direitos. Mas afinal quem foi Margarida Alves? Muitos devem fazer essa pergunta, Margarida Maria Alves foi uma grande sindicalista a qual defendia os direitos humanos. No dia 12 de agosto de 1983 foi brutalmente assassinada em frente a sua residência no estado da Paraíba. Foi presidente Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, umas das primeiras mulheres a ocupar esse cargo, na categoria. Foi uma batalhadora, que sempre lutou pelo fim da violência no campo, pelo respeito aos direitos trabalhistas, como horários de trabalho, carteira assinada, 13º salário e férias remuneradas, sendo ações sempre presente nas pautas de reivindicações da marcha", conta Débora das Graças.
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| Marcha das Margaridas Imagem: Reprodução Rede Brasil Atual |
"Foi muito importante participar da marcha, a gente aprendeu que muitas pessoas estão em busca dos seus direitos, que não estamos sozinhas. Que devemos continuar o que Margarida Alves fez, lutar até morrer. Nós também lutaremos até o fim", comentou a agricultora Janete Silva.
"Esse evento representa a conquista das mulheres, a classe trabalhadora. É com muita satisfaça que representemos o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Inácio Martins", finaliza Débora.
Texto: Da redação, com assessoria

