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| Maia após o encontro: conflitos geram insegurança e a perda da confiança da sociedade Imagem: Reprodução Agência Câmara de Notícias |
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu o diálogo entre os Poderes para enfrentar a crise do coronavírus. Maia se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro na tarde desta quinta-feira (14), após reunião com ministros no Palácio do Planalto. Maia afirmou que, apesar dos conflitos recentes entre o Executivo e Legislativo, o seu papel como chefe de um Poder é construir pontes para ajudar o País a sair da crise e garantir renda e emprego para os brasileiros. Segundo ele, o encontro com o presidente da República é uma sinalização de que a Câmara está aberta ao diálogo.
“O que eu disse a ele [Bolsonaro] é que devemos encontrar os pontos que nos unem e que todos temos o mesmo objetivo, que é cuidar da vida dos brasileiros e olhar o pós-pandemia”, afirmou o presidente.
Mais cedo, Maia havia sido criticado por Bolsonaro, que acusou o presidente da Câmara de querer "afundar a economia" para prejudicar o governo. Rodrigo Maia não quis responder à provocação e disse que vai manter o diálogo e buscar convergências.
“Os conflitos geram insegurança e a perda da confiança da sociedade, neste momento em que os que têm responsabilidade do diálogo estão confrontando. O meu papel institucional é levar ao presidente a pauta da Câmara e mostrar o que estamos fazendo. Temos a divergência do momento do isolamento, mas isso não pode nos dividir”, afirmou Maia.
“A reforma administrativa com 100% da relação Dívida-PIB é outra reforma, da mesma forma que temos a necessidade de melhorar a produtividade das empresas brasileiras”, disse o presidente.
“Voltamos ao marco temporal de 2008, então, nenhuma invasão depois dessa terá qualquer benefício. Foi uma grande vitória”, disse.
“É um acordo muito diferente do texto do governo, havia muitas travas. Fez-se de tudo para garantir a preservação do meio ambiente, mas regularizar as terras dos pequenos produtores que já estão lá há muitos anos”, afirmou Rodrigo Maia.
Texto: Agência Câmara de Notícias
