Profissionais do CRAS de Inácio Martins
Imagem: Divulgação
Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
A próxima segunda-feira (18), é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, levando em consideração ao período de distanciamento social, a equipe de profissionais do Centro de Referencia de Assistência Social (CRAS), chamam atenção e explicam sobre a importância dos cuidados com as crianças e adolescentes, e sobre os canais de denúncia.
"É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livre de violências e exploração sexual. Para isso é necessário o diálogo familiar e participação na vida da criança ou adolescente. Questões sobre abuso sexual são temas delicados para serem tratados, mas falar sobre os assuntos difíceis é também uma forma de amor, pois ensina e auxilia na proteção", explica a psicologa Hanna Hellena Lucavei, coordenadora do CRAS.
ONDE DEVO ME INFORMAR OU DENUNCIAR?
"Apesar de algumas ações referentes ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes não estarem sendo desenvolvidos neste momento, por conta da pandemia do COVID19, os equipamentos essenciais não pararam seus serviços, sendo possível realização de denuncias e esclarecimento de dúvidas", completa.
A denuncia é recebida de forma anônima. Em Inácio Martins, através dos telefones: CRAS: 3667-1519, CREAS: 3667-1347 e CONSELHO TUTELAR: 3667-1492. Outras possibilidades de atendimento e denúncia a nível nacional, também de forma anônima é no DISQUE 100.
NÚMERO CRESCENTE DE ABUSO PERANTE A COVID19
A maioria dos casos de abuso sexual infantil, os autores são homens, da família da vítima ou com proximidade familiar, sendo que mais de 70% dos casos ocorrem dentro de casa, e mais de 90% das denúncias de violência sexual ocorrem contra meninas.
"Por conta da pandemia COVID19, muitas crianças e adultos estão passando mais tempo em casa, juntos. Nesse período é possível o aumento de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes por conta da proximidade das vítimas com os seus agressores. Outro agravante é os locais que crianças e adolescentes tem visitado na internet. Pesquisas nos mostram que nesse período houve aumento de download de material pornográfico infantil e de fóruns de discussão criados por pedófilos. Por conta de todos esses dados é necessário falarmos sobre esse assunto. Você pode se informar se tiver dúvidas, mas também deve combater. Quando falamos em combate estamos falando de ação. E existem possibilidades de ação para auxiliar ao combate do abuso e exploração infantil", explica a psicologa.
COMO COMBATER
• Saiba o que sua criança está fazendo. Mesmo com a correria do dia a dia é importante prestar atenção aos detalhes e com quem a criança convive (mesmo sendo da família).
• Atenção às redes sociais e sites que crianças e adolescentes tem visitado, um diálogo honesto e fluido auxilia na percepção dos adultos nesse sentido.
• Limitar o uso e tempo para utilização de internet de acordo com a faixa etária infantil pelos cuidadores da criança ou adolescente.
• Trabalhar o diálogo dentro da família para criar uma rede de proteção e segurança onde às crianças e adolescentes possam se expressar e relatar seus sentimentos e percepções.
• Prestar atenção em mudanças repentinas de comportamento da criança ou adolescente.
• Dialogar com as crianças e adolescentes formas de perceberem a diferença entre carinho e abuso, explicando sobre suas partes íntimas e criando um espaço seguro para conversar sobre suas dúvidas sexuais e a quem recorrer caso ocorra situação de abuso.
• Trabalhar sobre questões de consentimento, e buscar quebrar o padrão de poder direcionado aos homens, sobre as escolhas e ao corpo da mulher (visto que a grande parte dos casos é de autores homens, contra vítimas meninas).
• Busca de auxílio profissional para familiares das vitimas e para as vítimas. O trabalho com profissionais éticos e experientes auxiliam na superação e vivência dos processos relacionados aos abusos.
• Não naturalizar violências, culpabilizando a criança, o adolescente ou as situações. Responsabilizar o agressor, nunca a vitima.
• Lembrar sempre: Os responsáveis pela criança ou adolescente tem a obrigação de proteção as suas crianças.
• Denunciar quando você souber que existe algum tipo de abuso ou exploração sexual infantil ou de adolescentes.
"Faça bonito, proteja nossas crianças e adolescentes. Esquecer é permitir, lembrar é combater", finaliza a coordenadora do CRAS.
Texto: Da redação, com assessoria
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