Leio para navegar em um incansável universo. Um universo que nos conduz nas estradas da sabedoria e nos guia com a luz do conhecimento. Ah, e conhecimento é a arma mais poderosa, a arma que os acomodados mais temem. Conhecimento alimenta a mente, e uma mente bem alimentada faz a diferença onde estiver, traz luz para toda escuridão.
Leio para me desequilibrar, para ser desafiado. Desequilibrar para não se acomodar e se desafiar para testar meu limites, fragilidades e potencialidades. A leitura me faz fantasiar um universo só meu, um universo que sou capaz de moldar, entender e remodelar a todo instante. A este universo, dei o nome de “meu eu”.
Ler vai muito além de decifrar palavras e codificar parágrafos. Ler é sentimento. Ler é se aventurar na sua criatividade sem ter medo, é se jogar e subir degraus de uma escada sem fim. É satisfazer anseios, solucionar enigmas e refletir sobre a própria reflexão.
A cada nova frase, um pensamento. A cada novo parágrafo, a exposição de uma ideia. A cada nova página, um saber. A cada novo livro, um turbilhão de ideias e sentimentos. Uma experiência que pode ser rica o quão grande você queira. E aqui, o conceito de riqueza fica por sua conta.
Já naveguei por tantos universos em minha imaginação que até chego a cogitar a existência de tantos outros. Chego a duvidar da minha própria dúvida. Em meio a incertezas e angústias, ainda creio que a leitura é a melhor solução para tantas incógnitas e inseguranças do ser humano.
Quando ouço a frase “no fim do túnel sempre há uma luz”, me obrigo a acreditar sempre que essa luz tem como fonte, os livros.
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