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| Governo espera recuperação da economia em 2021, apesar dos efeitos da pandemia Agência Câmara de Notícias |
A meta de resultado primário será flexível, definida como a diferença entre as receitas e as despesas estabelecidas pelo teto de gastos (Emenda Constitucional 95, de 2016), mais aquelas fora da regra – capitalização das estatais, por exemplo –, no total de R$ 1,516 trilhão.
Segundo o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, o texto não contempla uma eventual prorrogação do estado de calamidade pública, reconhecido pelo Congresso Nacional em razão da pandemia de Covid-19 e válido até dezembro deste ano.
O líder do DEM na Câmara, deputado [[Efraim Filho]], apoiou a proposta. “Temos uma política de equilíbrio fiscal e é importante que seja mantida”, disse. Já o líder do PT, deputado [[Enio Verri]], criticou o texto. “Está provado que o teto de gastos não cria condições para enfrentamento da pandemia e para retomada do crescimento em 2021.”
Os eventuais ganhos com esforço fiscal serão direcionados para o abatimento do déficit das contas públicas, que já completam oito anos no vermelho. “A sucessão de déficits primários, no entanto, vai continuar”, explicou o secretário da Fazenda.
Neste ano, com a pandemia do novo coronavírus, está previsto um déficit recorde de R$ 812,2 bilhões (11,3% do PIB) para todo o setor público. Em 2021, a equipe econômica espera redução para R$ 237,3 bilhões (3,1%); em 2023, para R$ 152,6 bilhões (1,7%).
O PLOA fixa patamar mínimo de R$ 96 bilhões para investimentos do governo no próximo ano. Esse montante inclui todas as despesas discricionárias da União (R$ 92 bilhões, ou 6,3% do total geral) mais aportes de capital em Itaipu e na Eletrobras Termonuclear.
As despesas condicionadas somam R$ 453,7 bilhões no PLOA para 2021. A maior parte corresponde a benefícios previdenciários (R$ 272,2 bilhões) e despesas com pessoal (R$ 119,2 bilhões). Neste ano, o montante foi de R$ 343,6 bilhões.
Os benefícios para abono salarial e seguro-desemprego foram estimados em R$ 58,9 bilhões. As ações do Ministério da Infraestrutura deverão somar R$ 24,7 bilhões. No âmbito do Ministério do Meio Ambiente, a dotação total é de R$ 2,9 bilhões.
Ato conjunto da Câmara e do Senado regulamentou a deliberação remota, pelo Congresso, de propostas de leis orçamentárias enquanto durar o estado de calamidade pública, em casos de urgência ou relacionados à Covid-19 e com apoio de líderes partidários.
Texto e imagens: Reprodução Agência Câmara de Notícias
