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EDIÇÃO SAÚDE: Setembro Amarelo, prevenção ao suicídio e a atuação da Psicologia

 

Hanna Hellena Lucavei Gechele, Psicóloga/ Psicanalista, Graduada em Psicologia – Faculdade Guairacá (2012), pós- graduada em Teoria Psicanalítica e Processos Institucionais em Saúde Mental – Unicentro (2016), Especialista em Avaliação Psicológica Registro e Porte de Arma de Fogo- Qualitá Avaliações Psicológicas (2015) e Formação contínua em Psicanálise – Movimento Lacaniano do CentroSul do Paraná. Atua como psicologa e proprietária da Clínica de Psicologia Hanna H. L. Gechele, Psicologa CRAS – Centro de Referência de Assistência Social (2013-2020), Coordenadora do CRAS (2017-2020) e Professora de Avaliação Psicológica da Personalidade - Atualize Treinamentos e Avaliações Psicológicas (2018-2020).
Por: Hanna Hellena Lucavei Gechele

Setembro Amarelo é uma campanha mundial que preza a importância de falar sobre o suicídio, e alertar a população sobre essa realidade e suas formas de prevenção. No caso da Psicologia, atuar com a mente humana é lidar diariamente com diversos problemas e dificuldades do sujeito, e em algumas situações, essas dificuldades se não elaboradas, infelizmente podem acabar com vidas.


Falar sobre o suicídio é particularmente delicado, semelhante a outras situações de vulnerabilidade e sofrimento psicológico, onde geralmente é preferido o silêncio, procurando esconder uma realidade de dor profunda, misturada com a vergonha, estigma e indiferença.

 

De acordo com o Conselho Federal de Psicologia, a atuação de profissionais da Psicologia na prevenção ao suicídio, deve extrapolar as intervenções estritamente individuais e buscar a compreensão das condições de vida que podem contribuir para produzir sofrimentos mentais intensos. O papel da Psicologia é acolher e ressignificar esses sofrimentos, a partir do entendimento de como são produzidos nas instâncias sociais, históricas e culturais do sujeito.

 

O suicídio encontra-se entre as 10 primeiras causas de morte, e cerca de 20% das pessoas que tentam o suicídio e não procuram ajuda, tornam a fazê-lo. Cada pessoa que pensa em tal ação tem seus motivos pessoais, muito particulares, profundos e extremamente dolorosos, que levam a ponderar se vale apena continuar vivendo. O suicídio traduz o desejo de alguém que procura escapar ou terminar com seu sofrimento.

 

É importante salientar que o diagnóstico de depressão, bipolaridade, esquizofrenia, e demais perturbações de humor, podem contribuir para uma desorganização e desconforto emocional, podendo aumentar o risco para tais atitudes. O suicídio raramente é uma decisão repentina, portanto normalmente as pessoas dão sinais de alerta, sendo alguns:


– Falar sobre a morte em demasia, sobre não encontrar razões para viver;

– Mudanças de comportamento;

– Afastamento social, dificuldade de relacionamentos;

– Aumento do consumo de álcool, drogas, medicamentos;

– Insônia persistente;

– Apatia, tristeza profunda;

– Automutilação.

 

Se você percebe que algum familiar, amigo ou pessoa próxima apresenta algum destes sintomas, você pode e deve ajudar, mas de acordo com as suas limitações: seja um bom ouvinte, não julgue, acolha o sofrimento da pessoa, demonstre empatia, não mude de assunto, não deixe a pessoa sozinha, e principalmente encaminhe para ajuda especializada.

 

A prevenção do suicídio é de extrema importância em todo mundo, já que os números de novos casos seguem aumentando. E o Setembro Amarelo é uma oportunidade de falar e discutir sobre o tema sem tabus e julgamentos, visando humanizar o sofrimento das pessoas para que suas dificuldades e inquietações possam ser elaboradas e tratadas de maneira correta, salvando vidas. Procure um profissional que possa te ouvir e te auxiliar.

 

Atualmente, existem vários serviços de prevenção. Além dos profissionais especializados, um canal de acolhimento e escuta é o CVV (Centro de Valorização da Vida), através do número de telefone 188. Coloco-me também a disposição para atendimento.

 

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