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Mulheres de Inácio Martins participam da 7ª Marcha das Margaridas

 
Grupo de mulheres de Inácio Martins
Imagem: Divulgação
O evento foi realizado em Brasília, capital do Brasil

Nos últimos dias 15 e 16 de agosto, representantes do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Inácio Martins, participaram da 7ª Marcha das Margaridas, realizada em Brasília. 

A Marcha das Margaridas é um movimento em defesa aos direitos da mulher do campo. Ele foi iniciado devido ao assassinato de Margarida Alves, agricultora, sindicalista e defensora dos direitos humano e trabalhista da mulher do campo, que foi brutalmente assassina em 12/08/1983, no Município de Alagoa Grande-PA, sendo os mandantes do assassinato fazendeiros da região, que se sentiam intimidados pela militância de Margarida. O crime tomou repercussão nacional e internacional.

Neste ano ocorreu a sétima edição do evento
Imagem: Divulgação

"O movimento teve início no ano 2000, e vem sendo realizado a cada quatro anos, onde reúne mulheres trabalhadoras rurais do pais inteiro, contudo por se  tratar de um movimento em defesa dos direitos da mulher, vem ganhando apoio de outras classes trabalhadoras também, como da indústria e educação, que faz com que a cada edição conte com a participação de um número maior de mulheres, esse ano foram mais de 100 mil mulheres presentes", conta uma das representantes de Inácio Martins, Débora das Graças. 
Homens e mulheres participaram da ação
Imagem: Divulgação

O pilar da primeira Marcha das Margaridas era o combate a violência com a mulher, coisa que ainda hoje é um tema de grande importância e precisa ser levantado, pois ainda muitas mulheres são mortas todos os dias.

Além disso, outras pautas são defendidas, democracia participativa e soberania popular; poder e participação política das mulheres; autodeterminação dos povos, com soberania alimentar, hídrica e energética; democratização do acesso à terra e garantia dos direitos territoriais e dos maretórios; vida saudável com agroecologia e segurança alimentar e nutricional; direito de acesso e uso da biodiversidade, defesa dos bens comuns e proteção da natureza com justiça ambiental e climática; autonomia econômica, inclusão produtiva, trabalho e renda; dducação pública não sexista e antirracista e direito à educação no campo; saúde, previdência e assistência social pública, universal e solidária; universalização do acesso à internet e inclusão digital; serem livres de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo e autonomia.

Diversas pautas foram defendidas no encontro
Imagem: Divulgação

"Foram preparadas pautas para solicitar ao poder público melhorias para a classe trabalhadora, nesse ano percebemos um grande avanço, pois foram anunciadas pelo presidente da república grandes ações para agricultura familiar, principalmente para a mulher do campo como: investimento em agroecologia, regularização fundiária, reforma agraria, incrementarão do projeto do ônibus lilás com ampliação de atendimento à mulher em situação de violência doméstica, ampliação do Pronaf Mulher, diferenciado do homem, enfim varias políticas públicas anunciadas para o fortalecimento da agricultura familiar e a valorização da mulher do campo. Mais um ponto de grande importância anunciado foi o projeto de lei proposto pelo congresso e sancionado pelo Presidente da República colocando Margarida Alves como heroína Nacional. Isso foi uma grande vitória do movimento", acrescenta Débora. 

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