O nada que mais vale
Vivemos em um tempo em que não estamos acostumados a realizar uma atividade simples e essencial: não fazer nada.
Sim, é isso mesmo. Recebemos informações o dia inteiro. Ao acordar, a primeira ação costuma ser pegar o celular e em poucos minutos, já fomos expostos a notícias, mensagens e estímulos diversos. No café da manhã, seguimos consumindo informações junto ao café e pão, seja pelo jornal, pela televisão ou novamente pelo celular. No trabalho, o fluxo continua constante e como se não bastasse, muitas vezes ainda escolhemos ouvir música ou podcasts enquanto trabalhamos. Na academia, adivinha? Os fones de ouvido seguem ligados, novamente com músicas ou podcasts. Antes de dormir, mais uma vez o celular está nas mãos ou até mesmo um livro.
Nosso cérebro passa o dia inteiro nessa enxurrada de informações com estímulos contínuos, quase ininterruptos. Mas em que momento paramos para não fazer nada? Sem ler, sem ouvir, sem assistir. Apenas estar. É justamente nesse momento que o cérebro trabalha de forma mais profunda, criando, conectando ideias e organizando pensamentos, é quando ele consegue “digerir” a enorme quantidade de informações recebidas ao longo do dia. Beethoven passava horas caminhando pela floresta em silêncio, apenas para criar. Leonardo da Vinci observava o mundo com calma e atenção. E nós?
Hoje, eu te convido a fazer o mesmo: nada. Reserve um tempo do seu dia para permitir que o seu cérebro respire e assimile tudo o que foi vivido e aprendido. Tenho certeza de que muitas soluções surgirão, os problemas parecerão mais fáceis de serem resolvidos e as ideias fluirão melhor.
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