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DISCUSSÃO ENTRE SENADORES LEVA A ENCERRAMENTO DA SESSÃO E VOTAÇÃO DE MP É ADIADA

Uma discussão entre senadores fez com que o presidente do Senado, Renan Calheiros, encerrasse a sessão ordinária desta quarta-feira (30) antes da conclusão das votações. Críticas do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) a ações do governo geraram resposta de senadores governistas e, devido à discussão, não foi concluída a votação da Medida Provisória 709/2015, que liberava créditos para ministérios.
O Projeto de Lei de Conversão (PLV 5/2016), proveniente da MP, liberou R$ 1,318 bilhão para várias pastas do governo. A crítica de Caiado era ao cancelamento de R$ 720 milhões que seriam destinados a ações de moradia do Programa Minha Casa Minha Vida, previsto na MP. O cancelamento faz com que o governo tenha que recorrer a recursos do FGTS. Para o senador, o governo faz “cortesia com o chapéu do trabalhador brasileiro”.
— Política pública se faz com orçamento e o que estava no orçamento para fazer o programa Minha Casa Minha Vida está sendo cancelado: R$ 720 milhões. É algo que só este governo do PT mesmo, nos seus últimos dias, para propor — criticou.
A fala do senador gerou críticas de governistas. O líder do governo no Senado, José Pimentel (PT-CE), citou dados do programa Minha Casa Minha Vida e lembrou que um dos objetivos do FGTS é assegurar moradia de qualidade para os trabalhadores brasileiros.
Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ) também criticaram a fala do senador. Para Lindbergh, o posicionamento de Caiado foi elitista porque a ação beneficia os mais pobres.
— Às vezes fico impressionado com o tamanho do elitismo, porque não tem outra forma de dizer isso. Não se faz casa para pobre sem subsídio. Não se faz casa para pobre se não tiver o recurso do FGTS, senador. É simples assim.
Depois, outros senadores governistas entraram no debate, e, como a discussão persistiu, o presidente do Senado decidiu encerrar a sessão sem que fosse concluída a votação da MP. O prazo para que o texto seja votado pelo Senado só se encerra em maio.
Informações e imagem SENADO FEDERAL
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