Nesta última terça-feira (15),
os alunos do projeto cultural Ativa Dança realizaram uma ação dentro da Escola
Municipal Francisco Contini, com uma caminhada durante o intervalo, reunindo os
alunos do 4° e 5° ano. Faixas e materiais informativos sobre a dengue e o
incentivo ao combate do mosquito aedes aegypti foram distribuídos. Os alunos
ainda entraram nas salas de aula, acompanhados pelos professores, para falar
sobre as consequências de deixar a água parada, jogar lixo na rua e a
consciência para ajudar no combate. “Com essa ação queremos que as nossas
crianças digam aos pais, irmãos, vizinhos e amigos, o quanto é importante
auxiliar nessa luta, além de trabalhar com a consciência da importância de que
não devemos fazer nossa parte somente dentro da escola, já que a iniciativa
começa com cada um, cuidando de seu quintal”, explica a diretora, Rosane
Passaglia.
A aluna Geovana Araújo,
8 anos, contou que a atividade motivou seus colegas a falar com os pais e
amigos. “Eu e meus pais cuidamos do nosso quintal, mas se nossos vizinhos não
cuidarem, não resolve nada. A gente tem que cuidar todo dia, não jogar lixo no
chão, porque se não, nós não ajudamos a cidade e o mosquito entra na nossa
casa”.
Ainda de acordo com a
diretora, a Escola Francisco Contini desenvolve uma atividade, onde cada turma
tem o “ajudante do dia”, onde escolhem um aluno para representar a turma e
recolher o lixo que estiver jogado no chão. Com coletes e sacolas de lixo, os
ajudantes chegam a recolher cinco sacos plásticos por dia. “Quanto mais eles
souberem sobre o mosquito e como combatê-lo, mais atividades vão realizar
contra esse problema, que não é somente em Guarapuava, mas no Brasil inteiro.
Nós estamos mostrando esses materiais para que todos se conscientizem,
mostrando que um simples gesto que não seja realizado, pode acabar trazendo
muitas conseqüências”, finalizou Rosane Passaglia.
A escola Francisco
Contini pretende continuar fazendo ações com os alunos e pais, reforçando a
ideia de que todos são responsáveis nessa luta diária ao combate do mosquito
aedes aegypti.
Sobre o Projeto Cultural Ativa Dança
O projeto Cultural
Ativa Dança é realizado em oito escolas municipais, levando a oportunidade para
as crianças que estão matriculadas no contra turno, participarem das aulas de
dança gaúcha e sertaneja. As aulas são oferecidas, prioritariamente, para
alunos do segundo ao quarto ano das escolas municipais. Atualmente, mais de 700
crianças do projeto. As aulas são realizadas em dois horários, para que as
crianças que estudam de manhã participem à tarde e, aquelas que estudam durante
à tarde, possam participar no período da manhã.
Para a avó de uma das
alunas, Luiza França, o projeto cultural foi uma das melhores atividades para
incentivar a neta. “Ela começou este ano e ama ir às aulas e posso falar por
ela, porque sei que esse era o sonho dela, desde que começou, não perde uma
aula e fica brava quando se atrasa. Às vezes estamos em algum almoço de família
e ela puxa todos para dançar. Vemos nos olhos dela o quanto ela está
adorando, sem contar que a prática da dança está ajudando muito no seu
desenvolvimento e crescimento. Faço questão de trazê-la, pois sei que essa
atividade só lhe trará benefícios. Ela diz que uma das melhores coisas que ela
gosta além de dançar, é estar fazendo aulas junto com as amigas”.
O professor e
coordenador do projeto, Cleitom Marques, lembra ainda como a dança pode ajudar
as crianças. “Aqui no Contini, estamos há mais de um ano trabalhando com esse
projeto e vemos que muitos alunos desenvolveram uma facilidade para dança.
Aqueles que tinham alguma dificuldade física e motora, hoje estão muito
melhores que imaginavam. Os pais nos agradecem porque sabem que a dança foi um
fator muito importante para que seu filho tivesse um desenvolvimento melhor”.
De acordo com a
diretora Rosane Passaglia, o projeto só traz benefícios para os alunos.
“Procuramos envolver todos na dança, para desenvolver e aprender melhor. Os
benefícios que a dança trouxe para nossos alunos foram muitos, o projeto é tudo
de bom, só tenho coisas boas para falar, seja do projeto, dos nossos alunos ou
do nosso professor. Tínhamos alguns alunos que eram multifuncionais e agora
conseguem ficar centrados na escola, conviver em sociedade, além de aprenderem
a lidar com a ansiedade”.
Informações e imagem Prefeitura de Guarapuava
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