Os
autores do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff terão até
terça-feira (12) para apresentar suas alegações finais à Comissão Especial
do Impeachment. De quarta-feira (13) até o dia 27, é o prazo dado para que a
defesa também se manifeste pela última vez. O presidente da comissão,
Raimundo Lira (PMDB-PB), confirmou que os senadores só vão se reunir novamente
em 2 de agosto, quando será apresentado o relatório de Antonio Anastasia
(PSDB-MG). No dia 3, o documento será discutido e deve ser votado no dia
seguinte na comissão.
O
advogado de defesa José Eduardo Cardozo negou que tenha intenção de antecipar a
conclusão de suas alegações, conforme havia sugerido o senador
Lindbergh Farias (PT-RJ), para permitir que o julgamento final de Dilma no
Plenário ocorra durante os Jogos Olímpicos.
— Não trabalho com a
hipótese de associar o processo a questões externas. Vou usar o tempo
necessário. Tenho que fazer um bom trabalho com provas fartas e claras para
demonstrar à luz do sol que não existe crime de responsabilidade. Tenho prazo
de 15 dias e, dentro desse prazo, eu apresentarei quando tiver terminado meu
trabalho — afirmou Cardozo.
Dilma
Cardozo
também não garantiu a presença de Dilma Rousseff para se defender no Plenário
do Senado. Segundo o advogado, “tudo será avaliado”. Ele explicou que a
orientação para que ela não fosse à Comissão do Impeachment na última
quarta-feira (6) partiu
da defesa.
— Um chefe de Estado
sempre comparece ao órgão máximo. Um presidente da República não costuma ir a
comissões. Quem vai são os ministros. Posteriormente, quando se tem uma sessão
plenária, a presidente, se achar que deve, comparecerá. A posição da defesa se
prendeu a essa dimensão institucional e acho importante que seja preservada —
avaliou.
Missão cumprida
Após
a última reunião da comissão, Raimundo Lira avaliou positivamente o trabalho do
grupo. Segundo ele, foram 28 encontros, 127 oficios expedidos, 130
requerimentos aprovados.
Acreditamos que mostramos ao país que
a comissão estava trabalhando para atender as expectativas da população. Em
nenhuma das reuniões deixamos sobra de pauta para o dia seguinte e tivemos
reuniões de quase 15 horas de duração, afirmou.
Informações e imagens
Agência Senado
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