Ampliação do período para diagnóstico possibilita a
inclusão de mais crianças no acompanhamento da síndrome congênita associada à
infecção pelo vírus
O
Ministério da Saúde ampliou o acompanhamento de bebês de gestantes que foram
infectadas pelo zika vírus durante a gravidez. Agora, os cuidados vão se
estender até os três anos, com a realização de testes que indiquem o diagnótico
de microcefalia, como a medição da cabeça.
Além
disso, a pasta recomenda que as mães façam o ultrassom no pré-natal no primeiro
trimestre da gestação e repitam exame no sétimo mês para identificar alterações
neurológicas no bebê. Os repasses federais para esse atendimento serão de
R$ 52,6 milhões por ano para o custeio de 2,1 milhões de exames neste
período gestacional.
As
medidas, anunciadas um ano depois da declaração de emergência de saúde por
causa da microcefalia, atendem às recentes evidências científicas sobre os
efeitos do zika na formação do bebê durante a gestação.
A
ampliação do período para o diagnóstico possibilita a inclusão de mais crianças
no monitoramento da síndrome congênita associada à infecção pelo vírus,
qualificando a vigilância. Além da microcefalia, já foram identificadas outras
malformações, como problemas na visão, audição ou nos membros. Essas alterações
podem ser observadas nos três primeiros anos do bebê, período fundamental para
o seu desenvolvimento.
“A
realização da segunda ultrassonografia no SUS e os novos investimentos em
serviços de reabilitação, associados ao acompanhamento até os três anos dos
bebês de mães submetidas ao vírus zika, vão permitir uma assistência mais qualificada
tanto para os que tiveram a microcefalia identificada ao nascimento quanto,
agora, para os que apresentarem consequências dessa infecção identificadas ao
longo deste primeiro período da vida, ampliando a oportunidade de
desenvolvimento”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
Teste
rápido
A investigação dos
casos nas gestantes e nos bebês também será reforçada com a disponibilidade do
teste rápido de zika, que mostra se já houve infecção pelo vírus. Em outubro
deste ano, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 3,5 milhões de testes e o
primeiro lote, de 2,5 milhões, chega até o fim do ano. O investimento na
aquisição foi de R$ 119 milhões.
Combate
ao mosquito
O
ministro reforçou também a importância das ações de prevenção e enfrentamento
ao mosquito Aedes aegypti, transmissor
da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. No próximo dia 2 de
dezembro haverá o Dia D de Mobilização contra o mosquito Aedes aegypti.
Assistência
A
rede de reabilitação vinculada ao SUS conta com 1.541 serviços, sendo 147
Centros Especializados em Reabilitação (CER), que trabalham com a estimulação
precoce e a reabilitação dos bebês, 4.375 Núcleos de Apoio à Saúde da Família
(NASF, que apoiam o atendimento da estimulação precoce), 2.338 Centros de Apoio
Psicossocial (CAPS, que atendem as famílias das crianças).
Até
dezembro, haverá a habilitação de 16 novos serviços, por meio do Plano
Estratégico de Apoio aos Estados e Municípios, que tem o objetivo de melhorar a
capacidade de atendimento das crianças e suas famílias, no contexto da epidemia
do vírus.
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