Dados mostram que dos 68 milhões de domicílios do País, 42%
não têm acesso à internet
O
secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações
e Comunicações (MCTIC), André Borges, afirmou na terça-feira (6) que as
políticas de universalização da banda larga do governo federal vão priorizar as
camadas mais pobres da população.
"No
fundo, a conectividade tem que ser levada a todos. Para um determinado
público,
a política vai requerer mais recursos além da conexão, como um incentivo ao
consumo e uma melhor formação para as pessoas fazerem uso dessa infraestrutura",
afirmou durante o workshop Subsídios à Formulação da Estratégia de Universalização
do Acesso à Internet.
Um
estudo apresentado pelo Ipea avaliou o impacto de diferentes cenários de
investimentos na ampliação das redes de fibras ópticas nos municípios. Foi
levada em conta a possibilidade de priorizar os aportes considerando fatores
como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), população, nível de renda e o
potencial de mercado para o serviço de banda larga nas cidades.
De
acordo com o secretário, "o foco do ministério vai ser, num primeiro
momento, levar a conectividade para o maior número de pessoas e que estejam
prontas a usar essa tecnologia de forma a evitar desperdícios".
Dados
apresentados no workshop mostram que 2.245 cidades brasileiras não contam ainda
com redes de fibras ópticas. Além disso, dos 68 milhões de domicílios do País,
42% não possuem acesso à internet. Segundo o Ipea, o potencial de acesso, se a
banda larga já estivesse disponível em todas as cidades, seria de 45 milhões de
casas, um acréscimo de 6 milhões. Informações Portal Brasil
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