Presidente da República Jair Bolsonaro com os demais Chefes de Estado e de Governo do Mercosul.
Imagem: Reprodução Assessoria Planalto
À frente da presidência do bloco, Jair Bolsonaro disse que o Brasil agirá para acelerar a modernização do Mercosul
O presidente da
República Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (17) em Santa Fé, na
Argentina, durante a 54ª Reunião de Cúpula do Mercosul que o acordo com a União
Europeia representa o primeiro passo em um processo de abertura do bloco
econômico para o mundo, representando uma barreira que foi vencida.
''A maior
conquista, sem dúvida, foi o nosso acordo com a União Europeia. O acordo
abre caminho para a inserção de nossos países nas cadeias globais de valor
e contempla inúmeros produtos de nossos interesses'', destacou.
Ao discursar na Sessão Plenária
de chefes de Estado, Jair Bolsonaro afirmou que ''cada um de nós cedeu um
pouco para o bem de nossos povos e classificou o acordo como a ''pedra
fundamental de toda uma nova arquitetura de acordos de livre comércio''.
Sobre a presidência brasileira
no Mercosul, Jair Bolsonaro disse que vai trabalhar para acelerar a
modernização do grupo e deixou claro que o objetivo é que ter um bloco com
“menos discurso e mais ação e sem ideologia e muito mais resultados”.
“Para que sigamos colhendo
frutos, precisamos trabalhar por um Mercosul enxuto e dinâmico, por isso
apoiamos as propostas argentinas de reforma institucional do bloco”, indicou.
“Juntos, vamos fazer história. Juntos, podemos fazer do século XXI, o século da
América do Sul”.
Bolsonaro disse também que
deseja que cada país da América do Sul seja autônomo, democrático e grande
e, que apoia a proposta da Argentina de fortalecimento da democracia
no Mercosul. O presidente reforçou que não quer que se repita em nenhum
outro país sul-americano o que vem ocorrendo na Venezuela.
“Não queremos em nem mais um
outro país aqui da América do Sul o que infelizmente vem acontecendo com a
nossa Venezuela. A gente pede a Deus que nos dê força, inteligência e que
o destino da Venezuela seja aquele, o nosso hoje em dia: democracia,
liberdade e prosperidade”.
O Brasil assume a presidência
rotativa do Mercosul pelos próximos seis meses, obedecendo a ordem alfabética
dos países membros, já que no semestre passado esta responsabilidade coube à
Argentina.
Declaração
A declaração final dos chefes
de estado do Mercosul reforçou o compromisso de Argentina, Brasil, Paraguai e
Uruguai em defender a democracia, valorizar as línguas indígenas e lutar contra
o terrorismo na América do Sul.
Sobre a situação da Venezuela,
os líderes do Mercosul manifestaram a concordância em que a comunidade
internacional continue contribuindo para o retorno da democracia no país,
incluindo a realização de eleições livres, justas e transparentes o mais rápido
possível.
Texto: Reprodução Assessoria Planalto
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