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Eleições 2026: Portal Comunique apresenta propostas de Luiz França ao Governo do Paraná

 
Luiz França (Missão)
Imagem: Reprodução Internet


Candidato do Missão não respondeu ao roteiro encaminhado pelo Portal Comunique; para manter a cobertura da série, a redação apresenta suas propostas a partir do plano de governo registrado na Justiça Eleitoral, seguindo os mesmos temas abordados com os demais candidatos

Luiz França (Missão), nome de urna de Luiz Felipe Martins Franca, concorre ao Governo do Paraná nas Eleições 2026 pelo número 14, tendo João Adolfo como candidato a vice-governador. A candidatura consta como deferida nos dados eleitorais consultados em 21 de setembro. As reportagens com os candidatos ao Governo do Paraná serão publicadas ao longo desta semana, seguindo a ordem alfabética do nome de urna de cada candidato.

O Portal Comunique entrou em contato com a assessoria de imprensa do candidato Luiz França (Missão) e encaminhou o mesmo roteiro de perguntas elaborado para a série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado do Paraná. Até o fechamento desta publicação, as respostas não haviam sido encaminhadas ao Portal Comunique.

Diante disso, e com o objetivo de manter o mesmo espaço de apresentação destinado às candidaturas, a redação do Portal Comunique optou por apresentar as propostas do candidato a partir de seu Plano de Governo 2027–2030, documento registrado junto à Justiça Eleitoral.

É importante destacar que os textos apresentados a seguir não são respostas fornecidas diretamente pelo candidato ou por sua assessoria. Trata-se de uma síntese elaborada pela redação exclusivamente com base nas propostas constantes no plano de governo, organizadas conforme o mesmo roteiro temático encaminhado aos demais candidatos.

O documento apresentado pela candidatura tem como título “Muitas origens. Um só Paraná” e organiza as propostas em 16 compromissos, abrangendo temas como gestão pública, relação com os municípios, desenvolvimento econômico, infraestrutura, educação, saúde, segurança pública e políticas sociais.

Visão de Estado e prioridades — Caso seja eleito governador do Paraná, quais serão as três principais prioridades do seu governo e quais ações pretende iniciar já no primeiro ano de mandato?                                                                                
O plano não apresenta uma relação específica de três prioridades gerais, como solicitado na pergunta. O documento distribui as propostas em diferentes compromissos e estabelece como orientação reduzir custos e privilégios da estrutura estatal, melhorar a capacidade de entrega dos serviços, fortalecer municípios, ampliar o desenvolvimento econômico e cobrar resultados das políticas públicas. Para os primeiros meses e o primeiro ano são previstas, entre outras medidas, reorganização administrativa, auditoria da máquina estadual, implantação de mecanismos de acompanhamento de resultados e revisão de obras e contratos.

Pequenos municípios — Qual será a política para garantir que cidades de pequeno porte tenham acesso aos investimentos e programas estaduais?
Este é um dos temas tratados diretamente no plano, no compromisso “Municípios fortes. Estruturas enxutas”. A proposta reconhece que pequenas prefeituras possuem arrecadação e capacidade técnica limitadas e prevê apoio à formação de consórcios e arranjos regionais para compartilhar equipes, sistemas, compras, projetos e estruturas especializadas, sem retirar a autonomia municipal. O Estado ofereceria modelos jurídicos, assistência técnica e sistemas compartilhados.

Desenvolvimento regional — Como promover desenvolvimento mais equilibrado entre as regiões do Paraná?

O plano propõe que políticas e investimentos considerem as diferenças entre as regiões. Na área econômica, prevê uma Política de Integração Industrial das Cadeias Paranaenses, identificando em cada região os elos produtivos que podem ser desenvolvidos. Na infraestrutura, os projetos seriam classificados conforme prioridade estadual, regional ou local, considerando integração regional, logística, atividades econômicas atendidas e atração de investimentos. Não há, entretanto, uma política apresentada especificamente sob o título de combate à concentração de investimentos nos grandes centros.

Geração de emprego e renda — Quais são as propostas para estimular empregos nos pequenos municípios?

O plano não apresenta um programa de emprego exclusivo para pequenos municípios, mas propõe uma Política Estadual de Desenvolvimento Produtivo baseada em três frentes: fazer investimentos estratégicos entrarem efetivamente em operação, aumentar a produtividade das empresas já existentes e apoiar o surgimento de novos negócios. Também prevê preparar fornecedores locais e trabalhadores para aproveitar as oportunidades geradas pela instalação ou ampliação de empreendimentos.

Empreendedorismo e pequenos negócios — Que políticas pretende implementar para apoiar pequenos negócios, inovação e comércio local?

O plano prevê o Paraná Produz Mais, voltado às empresas existentes, com diagnóstico dos gargalos de cada negócio e oferta de formação, assistência técnica e crédito conforme necessidades relacionadas à produtividade, qualidade, logística, certificação, automação, gestão e acesso a mercados. Também apresenta o Paraná Novos Mercados, voltado à estruturação gradual de novos empreendimentos, condicionando o apoio à demonstração de mercado e capacidade de execução.

Indústria e atração de investimentos — Como interiorizar novos investimentos industriais?

A proposta prevê uma carteira pública de oportunidades industriais baseada nas cadeias produtivas existentes em cada região. Os incentivos e instrumentos de crédito levariam em conta, além do tamanho do investimento, fatores como utilização de matéria-prima paranaense, fornecedores locais, qualificação dos empregos, tecnologia incorporada e valor econômico que permanecerá circulando nas regiões. O plano também prevê acompanhamento dos grandes projetos até a efetiva entrada em operação.

Agricultura e meio rural — Qual será a política para agricultura familiar, produtores, agroindústrias e cooperativas?

O plano não apresenta uma política específica denominada agricultura familiar. As propostas relacionadas ao setor rural concentram-se na agregação de valor às cadeias produtivas, industrialização de grãos, leite, proteínas animais, madeira e florestas plantadas, além do aproveitamento de resíduos. Há destaque para biogás, biometano e biofertilizantes, aproximando produtores, cooperativas, municípios, indústrias e operadores de energia.

Infraestrutura e rodovias — Quais são as prioridades para conservação, pavimentação e modernização das rodovias estaduais?

O plano propõe organizar os investimentos em infraestrutura a partir de critérios de prioridade e maturidade. Nas rodovias estaduais não concedidas, afirma que a prioridade será conservar antes que a deterioração exija reconstruções mais caras, avaliando pavimento, pontes, drenagem, sinalização e pontos de acidentes. Também prevê que soluções como duplicações, terceiras faixas, acostamentos, interseções ou correções de curvas sejam escolhidas conforme segurança e capacidade da via.

Infraestrutura rural — Como apoiar estradas rurais, pontes e mobilidade das comunidades do interior?

Síntese da redação: Não foi localizada no plano uma política específica para pavimentação ou manutenção de estradas rurais municipais e pontes rurais. O documento reconhece que esse tipo de demanda é relevante para pequenos municípios e propõe núcleos regionais de engenharia capazes de auxiliar prefeituras na elaboração de estudos, projetos, orçamentos, cronogramas, licenciamento, fiscalização e manutenção preventiva.

Saúde — Como ampliar a regionalização, reduzir filas e aproximar especialistas da população?

O plano propõe uma “fila viva”, na qual a prioridade do atendimento consideraria gravidade, risco de progressão da doença, vulnerabilidade e tempo de espera. Também prevê transformar a telemedicina em uma rede estadual, permitindo que especialistas de uma região atendam pacientes de outras localidades e apoiem profissionais das unidades básicas. No primeiro ano, seriam iniciados projetos-piloto em regionais com demanda reprimida e desigualdade na oferta de especialistas.

Hospitais e atendimento regional — Como diminuir os deslocamentos dos moradores dos pequenos municípios?

A proposta combina regionalização presencial e telemedicina. Serviços de alta complexidade permaneceriam concentrados onde houver escala e condições de funcionamento, mas o acompanhamento deveria ocorrer o mais próximo possível da residência. Os centros regionais teriam capacidade, especialidades e responsabilidades definidas, e o transporte sanitário seria integrado ao agendamento quando o deslocamento continuasse necessário.

Educação — Quais serão as prioridades para as escolas estaduais?

A prioridade pedagógica declarada no plano é fortalecer o aprendizado de Língua Portuguesa e Matemática. O documento prevê acompanhamento das lacunas de aprendizagem, formação de professores focada na prática de sala de aula e avaliação da efetividade das tecnologias utilizadas. Também propõe o Código Paranaense de Convivência e Proteção Escolar para situações de violência, bullying, ameaças e outros problemas de segurança.

Para estudantes com deficiência, o plano propõe uma Rede Regional de Inclusão, com compartilhamento de polos e profissionais itinerantes nos municípios que não possuam escala para manter equipes completas.

Ensino técnico e qualificação profissional — Como ampliar uma formação conectada às necessidades de cada região?

O plano prevê os Acordos Regionais de Formação Técnica. Antes da abertura ou ampliação de cursos, seriam consultadas empresas, cooperativas, Sistema S, instituições de ensino, municípios e trabalhadores para identificar profissões necessárias e oportunidades reais. A oferta também deveria estar vinculada a estágios, aprendizagem profissional, visitas técnicas e outras experiências práticas.

Segurança pública — Que medidas pretende adotar também para os pequenos municípios?

O plano propõe uma gestão territorial da segurança: cada região deveria identificar os crimes predominantes, locais e horários de maior risco e organizações envolvidas. Prevê integração das forças de segurança e inteligência, direcionamento do policiamento conforme risco territorial e liberação gradual de policiais hoje empregados em funções administrativas para a atividade-fim. Os indicadores seriam divulgados regionalmente, evitando que problemas municipais sejam diluídos na média estadual.

Habitação e saneamento — Quais as propostas para pequenos municípios e comunidades?

Síntese da redação: O plano propõe o Paraná Bairro Digno, reunindo habitação, saneamento, drenagem, mobilidade, energia, defesa civil, segurança, assistência social e trabalho. Prevê regularização fundiária, melhoria habitacional, pavimentação, iluminação, acessibilidade e recuperação de espaços públicos. A proposta estabelece que investimentos estaduais em habitação considerem o bairro e sua conexão com transporte, escola, saúde, comércio e emprego, e não apenas a construção da unidade habitacional.

Internet, telefonia e inclusão digital — Como ampliar a conectividade no interior?

Síntese da redação: Não foi localizada no plano uma política específica de universalização ou expansão de internet, telefonia móvel ou cobertura de conectividade para comunidades rurais e municípios do interior. O documento aborda conectividade principalmente como requisito para infraestrutura computacional, centros de dados e serviços digitais, além de prever atendimento público também por meios presenciais para pessoas com dificuldade de acesso às ferramentas digitais.

Energia — Quais políticas pretende desenvolver para ampliar a capacidade e segurança energética?

O plano propõe relacionar o planejamento energético aos corredores produtivos, parques industriais e grandes investimentos. O Estado identificaria onde existe capacidade disponível, onde são necessários reforços e quais regiões enfrentam problemas de confiabilidade, considerando redes, subestações, redundância e qualidade do fornecimento. Também prevê articulação entre investidores, distribuidoras, transmissoras, municípios e órgãos federais.

Turismo, cultura e patrimônio — Que políticas pretende desenvolver para transformar esse potencial em emprego e renda?

Não foi identificada no Plano de Governo uma política específica para turismo, cultura, patrimônio cultural ou gastronomia como vetores de desenvolvimento dos pequenos municípios. O próprio documento informa que seus compromissos não pretendem reunir todas as ações ordinárias de um governo estadual, concentrando-se nas mudanças consideradas estruturantes pela candidatura.

Meio ambiente e mudanças climáticas — Como conciliar desenvolvimento, preservação e preparação para eventos extremos?

O plano não apresenta um programa autônomo de mudanças climáticas, mas contém medidas relacionadas. Propõe organização regional da defesa civil porque enchentes, secas e outros desastres ultrapassam limites municipais; critérios de infraestrutura considerariam resiliência diante de enchentes e deslizamentos; e as Frentes de Trabalho poderiam atuar em prevenção de desastres, recuperação ambiental, drenagem, prevenção de incêndios e recuperação de áreas degradadas.

Assistência social e combate às desigualdades — Quais serão as prioridades?

Síntese da redação: O plano propõe acompanhar a trajetória das famílias atendidas pelas políticas sociais e diferenciar situações em que a proteção continuada é necessária daquelas em que existem condições de construção de autonomia. Para idosos, pessoas com deficiência e pessoas incapacitadas para o trabalho, prevê proteção, cuidado, acessibilidade, moradia e dignidade. Para pessoas com capacidade laboral, prevê busca ativa, identificação de barreiras, qualificação e aproximação com oportunidades de emprego.

Também são propostas as Frentes de Trabalho do Paraná, com ocupação temporária, renda e qualificação vinculadas a projetos específicos.

Juventude e permanência no interior — Que políticas podem criar oportunidades para os jovens permanecerem em suas regiões?

Não há no documento uma política específica de permanência da juventude nos pequenos municípios. Entretanto, o plano relaciona ensino técnico às oportunidades econômicas de cada região, por meio dos Acordos Regionais de Formação Técnica, e prevê que cursos sejam estruturados conforme as profissões demandadas localmente. Também relaciona desenvolvimento tecnológico, industrialização e formação profissional à criação de oportunidades para que jovens possam construir carreiras no Paraná.

Mulheres, idosos e pessoas com deficiência — Quais políticas pretende fortalecer?

Para pessoas com deficiência, o plano apresenta medidas mais detalhadas na educação, com Rede Regional de Inclusão, atendimento educacional especializado, profissionais itinerantes e recursos de acessibilidade. Na assistência social, prevê proteção continuada para pessoas com deficiência e idosos quando não houver capacidade laboral.

Em relação às mulheres, o plano menciona a continuidade de políticas próprias de proteção e atendimento e inclui a violência contra a mulher entre os indicadores e prioridades da segurança pública. Não foi localizada uma política ampla e detalhada específica para mulheres ou idosos comparável às propostas apresentadas em outras áreas.

Relação com as prefeituras — Haverá critérios objetivos para recursos, convênios e investimentos?

O plano propõe uma relação baseada em adesão voluntária a consórcios, estruturas regionais, compras compartilhadas e soluções técnicas comuns. Também prevê que programas públicos tenham problema definido, custo, responsáveis, objetivos e resultados acompanháveis. Não foi encontrada, porém, uma regra geral ou fórmula específica para distribuição de recursos estaduais entre os municípios.

Capacidade técnica dos pequenos municípios — O Estado pretende apoiar elaboração de projetos?

Sim, esta é uma proposta explícita do plano. O documento afirma que muitos municípios deixam de acessar recursos por não conseguirem elaborar projetos ou cumprir exigências técnicas e propõe núcleos regionais de engenharia pública. Essas equipes poderiam colaborar em estudos, projetos, orçamentos, cronogramas, licenciamento, fiscalização e manutenção preventiva.

Descentralização dos serviços estaduais — Como reduzir a necessidade de deslocamentos ao grandes centros?

O plano propõe diferentes formas de regionalização e integração, mais do que uma descentralização física generalizada. Entre elas estão serviços compartilhados entre municípios, regionalização de atendimentos especializados, telemedicina, polos regionais de educação inclusiva e o Paraná Resolve, que permitiria integrar canais estaduais, municipais e de concessionárias.

Transparência e gestão pública — Como a população poderá acompanhar metas, obras, contratos e resultados?

O plano propõe a Política Estadual de Governança e Rastreabilidade dos Dados Públicos, conectando informações sobre obras, contratos, pagamentos, convênios e programas. A ideia é permitir que a população acompanhe desde o problema que originou uma decisão até estudos, contratação, alterações, pagamentos e resultado final. Também é previsto um painel gerencial com objetivo, orçamento, prazo, responsável, estágio da execução e resultado alcançado.

Inácio Martins e municípios com características semelhantes — Que políticas poderiam produzir resultados concretos para cidades com extensa área rural e necessidade de novas oportunidades econômicas?

O plano não menciona Inácio Martins nominalmente. Considerando, porém, as características apresentadas na pergunta, as propostas que mais diretamente se relacionam a esse perfil são o apoio técnico e compartilhamento de estruturas para pequenos municípios; a regionalização da saúde; os Acordos Regionais de Formação Técnica; a integração das cadeias produtivas e agroindustriais; o fortalecimento de fornecedores e novos negócios; e os critérios regionais para infraestrutura e energia.

Neste caso, é importante apresentar esse trecho como interpretação da redação sobre quais propostas poderiam alcançar municípios com o perfil de Inácio Martins, e não como compromisso específico assumido pelo candidato com o município.

Compromisso com o interior — Qual compromisso assume com os moradores de Inácio Martins e dos pequenos municípios caso seja eleito?

Não há no Plano de Governo uma resposta direta a essa pergunta nem um compromisso específico dirigido aos moradores de Inácio Martins. Na conclusão, o documento afirma de forma geral que pretende acrescentar capacidade ao Estado, segurança às cidades, produtividade à economia e oportunidades aos municípios, mas não apresenta uma mensagem específica ao município ou um compromisso final nos termos solicitados pelo Portal Comunique. 

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