Taxa de desemprego fica em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, aponta IBGE

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Informalidade atinge 38,8 milhões de trabalhadores no país, apesar de desemprego permanecer em 5,3%

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta terça-feira, dia 29 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual é o menor registrado para um trimestre encerrado em agosto desde o início da série histórica, em 2012.

Apesar do baixo nível de desemprego, os dados mostram que a informalidade ainda alcança 37,5% da população ocupada, correspondendo a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores.

A população desempregada foi estimada em 5,78 milhões de pessoas. Já o número de brasileiros ocupados chegou a aproximadamente 103,5 milhões, atingindo novo recorde da série histórica da pesquisa. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o país registrou crescimento de aproximadamente 1,1 milhão de pessoas ocupadas. Subutilização atinge cerca de 15 milhões

Outro indicador acompanhado pelo IBGE é a taxa de subutilização da força de trabalho, que ficou em 13,1% no trimestre encerrado em agosto.

O contingente representa aproximadamente 15 milhões de pessoas. Dentro desse grupo estão, entre outras situações consideradas pela metodologia da pesquisa, trabalhadores que possuem ocupação, mas trabalham menos horas do que gostariam. Cerca de 4,3 milhões de pessoas estavam subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas. Significa que essas 4,3 milhões de pessoas tinham trabalho, portanto não eram consideradas desempregadas, mas trabalhavam menos horas do que gostariam e estavam disponíveis para trabalhar mais.

Já o número de pessoas desalentadas, aquelas que gostariam de trabalhar, mas deixaram de procurar emprego por diferentes motivos, ficou em aproximadamente 2,4 milhões, apresentando redução de 11,9% na comparação anual.

Emprego com carteira assinada

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em aproximadamente 39,5 milhões, também no maior patamar registrado pela série histórica da PNAD Contínua.

Os números mostram, portanto, diferentes aspectos do mercado de trabalho brasileiro: ao mesmo tempo em que o país mantém uma das menores taxas de desemprego da série histórica e registra recordes de ocupação e emprego formal, mais de um terço dos trabalhadores ocupados ainda está na informalidade e cerca de 15 milhões de pessoas permanecem na condição de subutilização da força de trabalho.

A PNAD Contínua é realizada pelo IBGE e acompanha indicadores relacionados ao mercado de trabalho brasileiro. Por se tratar de uma pesquisa por trimestres móveis, o resultado divulgado para agosto considera o período de junho a agosto de 2026.

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